Trata-se de um espaço de sensibilização no âmbito da Promoção e Educação para a Saúde, visando a adopção de comportamentos saudáveis por parte dos alunos, fazendo uso de metodologias activas e participativas.
Sábado, 19 de Junho de 2010

 

Cláudia Martinho 8ºD 

 

Olá, eu sou a Cláudia Martinho, promotora da saúde 2009/2010

 

Pediram-me para fazer uma pequena composição para o nosso blog, acerca do que fiz no clube da saúde.

 

Apesar do anos lectivo já estar acabar (finalmente), até porque tenho andado muito cansada. É com todo o prazer que digo “Fiz parte do Clube da Saúde”! 

 

No clube da saúde trabalhei em conjunto com os restantes membros do clube a Alimentação Saudável e Actividade Física. O meu grupo em especial dedicou-se mais ao tema “Gravidez na Adolescência”.

 

Foi bastante divertido, melhorei os meus conhecimentos em relação ao tema e relembrei outros assuntos um pouco esquecidos. Depois do trabalho realizado, apresentámo-lo a todas as turmas do 8ºano da nossa escola.  

 

O trabalho foi feito com a ajuda da nossa Psicóloga estagiária Carla Ramos. Diverti-me bastante a apresentar o trabalho, debatemos assuntos relevantes, entre muitas outras coisas.

 

Resumindo, fazer e apresentar um trabalho sobre a “Gravidez na Adolescência” foi bastante enriquecedor.  

 

Podem contar comigo para o ano lectivo 2010/2011

 

Luana Dias 8ºD

 

Eu, Luluzinha veio por este meio informar que adorei ser promotora da saúde e trabalhar com assuntos importantes, como as drogas e a gravidez na adolescência, estes assuntos estão directamente relacionados com a sociedade e é importante conhecer as suas origens e consequências.

 

Adorei trabalhar com a Psicóloga Carla Ramos, com todas as professoras que fazem parte do clube, assim como com as restantes promotoras da saúde. Na minha opinião este clube é interessante e pretendo continuar a ser promotora da saúde no próximo ano lectivo.

 

Acho que todas as escolas deveriam ter um clube deste género, que fale de temas tão importantes, como os trabalhados pelo clube da saúde.

 

Soraia Aguilar 8ºD

 

Este ano no Clube da Saúde aprendi inúmeras coisas novas. Adorei a experiencia e para o ano vou repetir.

 

A nossa orientadora foi um espectáculo e ajudou-nos imenso na realização dos trabalhos, também nos esclareceu muitas dúvidas que permaneciam nas nossas cabeças.

 

Fizemos umas sessões às turmas do 8ºano que foram excelentes e muito captadoras das atenções dos alunos, pois no final colocaram perguntas, as quais foram respondidas por nós e também pela Psicóloga estagiária.

 

O trabalho sobre a Roda dos Alimentos também foi hilariante adorei conviver com os mais pequenos, foram todos muito divertidos mas o que me deu mais informação foi mesmo o trabalho sobre a Gravidez na Adolescência.

 

Maria de Fátima 7º G

 

Eu gosto muito do Clube da Saúde, acho que é muito importante para ficar a saber mais, sobre coisas importantes relacionadas com a nossa saúde.

 

O que gostei mais foi de ver os vídeos dos trabalhos realizados no clube, também gostei de saber quais os cuidados que devemos ter com a nossa alimentação e saber qual a importância da água para o nosso bem-estar.

 

Devemos poupar a água, não exagerar no banho, assim como, não comer demasiado.

 

A violência foi um tema de que gostei muito, não devemos partir para agressão, pois não vale nada, devemos antes resolver os nossos problemas através da conversa.

 

Gosto muito da Psicóloga Carla Ramos, ela é muito simpática, assim como a Professora Carolina Cunha.

 

Esmeralda 7ºG

 

Eu gostei muito do Clube da Saúde, porque não sabia algumas coisas acerca de determinados temas e tirei as minhas dúvidas todas aqui.

 

Em princípio vou continuar no clube no próximo ano lectivo. Gostei muito de trabalhar com a Psicóloga Carla Ramos e com a Professora Carolina Cunha.

 

As actividades desenvolvidas foram muito interessantes, acho que é importante que o clube exista, pois quando os alunos têm dúvidas ou alguma dificuldade relacionada com a saúde, podem dirigir-se ao clube e falar sobre elas.

 

Para mim, valeu a pena ter feito parte do clube. 

 

Daniela Lourinho 8º D

 

Gostei muito de participar este ano no Clube da Saúde. Adorei os trabalhos que realizamos.

 

O trabalho da Roda dos Alimentos foi o que eu gostei mais de apresentar aos alunos do 4º ano.

 

Quanto ao da Gravidez na Adolescência também gostei de o realizar e apresentar a todas as turmas do 8º ano da nossa escola.

 

Vanessa Igreja 8º D

 

Gostei muito de estar no Clube da Saúde, desde o primeiro dia, adorei trabalhar com todos. Os trabalhos realizados e apresentados ficaram muito bons e expressivos.

 

A Psicóloga Carla Ramos foi espectacular, em tudo o que foi realizado, adorei. É muito fixe trabalhar no Clube da Saúde, e para o ano estarei por cá.

 

publicado por EspacoSaude às 16:13


 

 

Segundo o DSM-IV

 

As características essenciais do Transtorno Autista são a presença de um desenvolvimento acentuadamente anormal ou prejudicado na interacção social e comunicação e um repertório marcantemente restrito de actividades e interesses. As manifestações do transtorno variam imensamente, dependendo do nível de desenvolvimento e idade cronológica do indivíduo.

O Transtorno Autista é chamado, ocasionalmente, de autismo infantil precoce, autismo da infância ou autismo de Kanner. O prejuízo na interacção social recíproca é amplo e persistente. Pode haver um prejuízo marcante no uso de múltiplos comportamentos não-verbais (por ex., contacto visual directo, expressão facial, posturas e gestos corporais) que regulam a interacção social e a comunicação.

 

Pode haver um fracasso em desenvolver relacionamentos com seus pares que sejam apropriados ao nível de desenvolvimento, os quais assumem diferentes formas, em diferentes idades.

 

 

publicado por EspacoSaude às 12:45


 

 

Porquê falar de Violência nas Relações de Namoro?

 

Estudos recentes realizados em Portugal revelam que a violência nas relações afectivas é cada vez mais precoce. Um em cada quatro jovens em Portugal já foi vítima de violência no namoro.

 

Em geral, vítimas e agressores não percebem que a violência não é “aceitável”. Muitos jovens “toleram” e chegam a “desculpabilizar” a violência.

 

A violência sexual no namoro nem sequer é reconhecida como tal. Numa relação saudável nunhum dos dois manda no outro e ambos mostram afectos, respeito e apoio mútuo. É normal que entre um casal de namorados surjam alguns conflitos, mas é importante diferenciá-los das situações de violência.

 

Numa situação de violência, um dos membros do casal tenta exercer poder e controlo sobre o outro, não respeitando as suas ideias e opiniões.

 

Muitas vezes aceitamos estar em relações violentas (e também toleramos que elas ocorram entre outros casais de namorados!), porque acreditamos em certas “crenças e mitos”, que condicionam os nossos comportamentos e escolhas, apesar de não corresponderem à realidade.

 

GOSTAR NÃO É CONTROLAR!

 

CIÚMES NÃO SÃO AMOR!

 

QUEM AMA CONFIA E RESPEITA!

 

DIZ NÃO À VIOLÊNCIA NO NAMORO!

publicado por EspacoSaude às 12:29

Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

 

 

Conceito de Droga

 

Droga é toda a substância que introduzida no organismo por uma via de administração, provoca alterações no funcionamento normal do Sistema Nervoso Central, onde altera a função cerebral e temporariamente muda a percepção, o humor, o comportamento e a consciência.

 

Tanto as drogas lícitas (como o tabaco ou o álcool) ou ilícitas (como a cannabis, heroína ou cocaína) provocam alterações no sistema nervoso central e são capazes de criar dependência física e/ou psicológica.

 

O consumo de substâncias psicoactivas modifica o comportamento, a afectividade, a consciência, sendo passível de provocar dependência. Este fenómeno é extremamente preocupante em qualquer sociedade.

 

O consumo de drogas excessivo tem graves repercussões ao nível de doenças infecciosas e da saúde pública em geral.

“O abuso e o consumo de drogas têm-se tornado num dos principais problemas de saúde pública nos países ocidentais. As toxicodependências são responsáveis pelo aumento da taxa de mortalidade, de prevalência de condições médicas crónicas e agudas associadas aos sintomas de dependência, infecções e acidentes, e ainda incapacidades associadas ao consumo de drogas” (Frischer et al. 1993, in Machado & Klein, 2005)

 

Quais as consequências do consumo de substâncias psicoactivas?

 

Tais alterações subjectivas da consciência e do humor podem, contudo, ser interpretadas como fonte de prazer ou vantagem, razão pela qual se observam abusos dessas substâncias.

 

O uso recorrente de alguma delas pode levar à dependência física ou psicológica, promovendo um ciclo progressivamente mais difícil de ser interrompido.

 

 A impossibilidade física ou psicológica de interrupção desse ciclo caracteriza o vício em drogas.

 

A reabilitação de toxicodependentes geralmente envolve uma combinação de psicoterapia, grupos de apoio e até mesmo o uso de outras substâncias psicoativas que ajudam a interromper o ciclo de dependência.

 

A dependência de substâncias não é um problema de vontade ou de força de carácter, mas sim um transtorno médico que pode afectar qualquer pessoa, desde que esta a experimente.

publicado por EspacoSaude às 14:41


 

 

Assim como não existe uma altura certa para estar preparado a iniciar a vida sexual activa, também não existe uma data para a primeira vez. Existem diversos motivos pelos quais os jovens se podem sentir atraídos a iniciar a vida sexual: Como forma de conseguir maior proximidade; Um modo de ter novas experiências; Para provar a maturidade que se alcançou; Para ser como os outros amigos e conhecidos; Como um meio de encontrar alívio de certas pressões; Para investigar os mistérios do amor; Por desejos e atracções sexuais; Por amor.

 

Uma gravidez indesejada na adolescência ocorre por várias razões: porque o método contraceptivo falhou ou pela má utilização do mesmo; porque não se utilizou qualquer protecção durante as relações sexuais; por falta de informação; pela existência do pensamento mágico de que “só acontece aos outros”, ou ainda, por crenças e mitos à volta das relações sexuais, como por exemplo: na primeira vez não há risco de ficar grávida ou que quando “se faz de pé” não há problema!

 

Perante esta situação existem várias opções: prosseguir com a gravidez e assumir a maternidade/paternidade; prosseguir com a gravidez e se esta for levada a termo, colocar o bebé numa instituição oficial para adopção; ou interromper a gravidez, tendo em conta a legislação em vigor (Lei n.º 16/2007 – artigo 1º). No caso da rapariga ser menor de 16 anos, o consentimento para realizar a interrupção da gravidez é prestado pelo representante legal.

 

É possível continuar a sair com o grupo de amigos e namorar, mas de forma diferente. A gravidez não torna os adolescentes em adultos de uma hora para a outra, mas provoca grandes mudanças no seu ciclo de vida.

É importante que a gravidez seja acompanhada por um médico, de modo a ser vigiada a viabilidade da gravidez e o desenvolvimento do feto, bem como a saúde da jovem.

 

Este é um assunto que não deve ser subestimado, pelos pais, pelos adolescentes, ou pelos educadores e professores.

O rapaz e a rapariga devem ser estimulados a pensar e a viver a sexualidade, não só como uma maneira de sentir prazer com as suas novas capacidades reprodutivas e sexuais, mas também acompanhadas de um conjunto de responsabilidades perante si e perante a sociedade.

 

publicado por EspacoSaude às 14:24

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

 

A prevenção de certas patologias e a promoção do bem-estar psicológico do adolescente são factores determinantes para que este não sinta a necessidade de se refugiar em substâncias.

 

A adolescência é um período crítico de transição entre a infância e a idade adulta, em que os adolescentes têm de se adaptar face a diversas alterações e desafios a que estão expostos e que, muitas vezes, podem levar a desajustamentos psicológicos e à iniciação de comportamentos de risco, como o uso a substâncias.

 

Nos últimos anos, o consumo de tabaco tem aumentado entre os adolescentes, em parte devido à acessibilidade e ao baixo custo desta substância, quando comparados com as drogas ilícitas, como a cocaína e a marijuana. O tabaco é igualmente uma forma de aceitação social e de imitação de comportamentos de adultos. Para alguns adolescentes, o uso de tabaco e outras drogas é apenas por um breve período de experimentação, enquanto para outros este uso pode levar a um abuso ou consumo excessivo, como consequências negativas, nomeadamente problemas de saúde e emocionais, baixa competência social e problemas com a escola ou com o trabalho. Estudos recentes mostraram que 28 a 36 por cento dos adolescentes são fumadores regulares, enquanto nos adultos se verifica um declínio. Como consequência destes números, diversas investigações têm-se centrado no estudo das causas, no curso e nas consequências do fumar entre os adolescentes, em que o papel do grupo de pares, da família e dos média têm sido relatados como factores de risco.

 

 

 

 Diversos referem a depressão como estando associada ao comportamento de fumar nos adolescentes, referindo que esta patologia se relaciona tanto com a iniciação como com a manutenção deste comportamento.

A literatura que associa a depressão ao comportamento de fumar centra-se em teorias contraditórias, uma vez que algumas explicam a natureza da relação através de explicações causais e as outras por explicações não causais. As teorias que se centram nas relações não causais sugerem que podem existir predisposições comuns entre a depressão e o comportamento de fumar, como uma vulnerabilidade psicológica (e.g. baixa auto-estima), que podem explicar esta relação.

 

Por outro lado, as teorias causais sugerem um elo directo entre a depressão e o comportamento de fumar, em que a ingestão de nicotina funciona como uma medida de auto-medicação em estados afectivos negativos.

Vários autores referem que a depressão sensibiliza as pessoas para o stress, e as drogas como a nicotina estimulam a libertação de dopamina, que pode aliviar o stress, tal como a exposição crónica ao tabaco pode levar a mudanças dos níveis de serotonina no cérebro, o que consequentemente leva a um aumento da depressão quando existe uma cessação tabágica. Neste sentido, os diversos estudos existentes, na área não são unânimes quanto à direccionalidade da relação entre a depressão e o comportamento de fumar.

 

Os resultados indicam que os sintomas depressivos graves e persistente são preditores de um aumento do uso de cigarros ao longo do tempo, enquanto o comportamento de fumar regular pode predizer um aumento dos sintomas depressivos nos adolescentes, o que indica que a relação entre a depressão e o comportamento de fumar é bidireccional.

Na adolescência, as intervenções visem o tratamento da dependência da nicotina por uso excessivo de cigarros devem reconhecer que a sintomatologia depressiva, muitas vezes, ocorre simultaneamente, independente de natureza da relação entre estes problemas, de modo a maximizar e efectivar a prevenção e os tratamentos dirigidos aos adolescentes. A prevenção de determinadas patologias na adolescência deve ser ampliada a várias áreas, no sentido de promover o bem-estar psicológico geral e consequentemente prevenir o uso e abuso de substâncias.

Ana Borges & Dina Manso – Psicólogas Clínicas

 

publicado por EspacoSaude às 19:50


Há que estar de olhos bem abertos a todos os sinais de quem atravessa a adolescência. Aqui, estão discriminados alguns. Para que pais e professores possam melhor entender e até ajudar a ultrapassar os períodos menos bons desta idade.

 

Actualmente já é reconhecido e aceite que perturbações, como a ansiedade e a depressão, podem ocorrer durante a adolescência, no entanto, raramente as associamos a este grupo. Isso talvez porque ainda exista a ideia de que tudo na adolescência é passageiro, e que tudo faz parte da crise normal da adolescência. Pensa-se ser natural que os adolescentes estejam constantemente irritados, tristes, alegres, sempre a queixarem-se de dores, que nem sequer são identificadas pelos médicos, que se isolem, enfim, para quê preocuparmo-nos com algo que irá passar com a idade?

 

Na realidade, a adolescência é uma fase do desenvolvimento humano caracterizada por diversas alterações físicas, psicológicas e sociais. Essas mudanças poderão influenciar o desenvolvimento do adolescente de várias formas, tornando-o, ou não, mais vulnerável a riscos, inclusive na sua saúde mental. Contudo, apesar dessas transformações fazerem parte do processo natural de crescimento e maturação do adolescente, não devem ser totalmente negligenciadas, já que podem agravar ou atenuar perturbações como a ansiedade ou a depressão.

 

 

Identificar os sintomas da ansiedade e de depressão não é tarefa fácil para pais e adultos que lidam com adolescentes, já que essas transformações – e também a forma diversificada como os sintomas poderão manifestar-se – podem sugerir uma resposta normal e adaptativa diante de uma situação problemática. Entretanto, o diagnóstico precoce é essencial para providenciar o tratamento adequado.

 

Claro que não se pode imaginar que o adolescente está com uma depressão ao mínimo sinal de tristeza, ou com uma perturbação ansiosa porque algo o preocupa, é necessário manter uma perspectiva mais ampla dos sintomas, ou seja, reconhecer as várias formas com que o adolescente pode expressar reacções a situações diversas. É importante distinguir uma reacção normal do adolescente a determinada situação, e saber quando essa reacção se torna exagerada e desproporcionada, ou interfere na sua qualidade de vida, na sua afectividade, ou no seu desempenho diário.

 

Outro factor importante, para o qual os pais devem estar atentos, é que os adolescentes encontram-se numa fase de conquista da sua autonomia, aumentando a proximidade aos amigos, por isso a probabilidade de procurarem a ajuda dos pais, quando algo os incomoda, é pequena, levando-os por vezes ao afastamento das relações parentais.

Os professores devem também estar atentos aos sinais como, alterações comportamentais ou cognitivas nos adolescentes, uma vez que estes passam muito tempo na escola.

Como é possível verificar, devido em parte às diferenças individuais ambientais ou psicológicas, dos adolescentes, e também ao período de maturação em que se encontram torna-se difícil estabelecer uma causa concreta e definitiva, ou descrever sintomas exactos, para a ansiedade ou para a depressão.

 

Existem entretanto alguns sinais que podem ajudar a identificá-las e para os quais se deve estar atento: à sua intensidade e persistência.

 

Para a Depressão:

 

- Momentos de grande tristeza ou desespero, que podem aumentar o risco de suicídio.

- Ideias de culpa ou ideação suicida

- Mudanças bruscas de peso

- Perda do interesse e prazer pelas actividades que (o adolescente) habitualmente realiza

- Perda de energia

- Diminuição da atenção e da concentração

- Quebra no desempenho escolar

- Baixa auto – estima

- Perturbações do sono e da alimentação

- Queixas somáticas sem causa aparente

- Problemas de comportamento

- Abuso de substâncias

- Comportamento sexual de risco

- Irritação constante e instabilidade do humor, podendo haver crises explosivas e de raiva

 

Alguns factores de risco associados à depressão

- Ter um dos pais com historial de depressão

- Situações de abuso físico ou sexual

- Perda de um dos pais, irmãos ou amigo próximo

- Ambiente familiar conflituoso

 

 

 

Para a Ansiedade

- Problemas de comportamentos

- Problemas com os amigos

- Queda do desempenho escolar

- Dificuldades de concentração

- Medo e preocupações exagerados e irracionais

- Estarem constantemente tensos

- Dificuldades em relaxar

- Tensão muscular e estado de vigilância aumentado

- Preocupação exagerada com o julgamento de terceiros relativamente ao seu desempenho em diversas áreas, necessitando de renovação constante da confiança

- Queixas somáticas sem causa aparente

- Irritação constante

 

Alguns factores de risco associados à ansiedade

- Padrão constante de comportamento inibido

- O factor genético, por vezes, também é apontado com risco

Enfim, ainda não é possível referir causas ou sintomas exactos, pode-se, no entanto, abandonar a crença de que os medos, preocupações e mudanças constantes de humor são sempre transitórios e benignos durante a adolescência e, quando necessário, deve-se procurar ajuda especializada e adequada a cada caso.

Gina Tomé – Psicóloga Educacional

 

publicado por EspacoSaude às 19:46



 

Nos últimos anos, a Obesidade tem-se instalado numa crescente percentagem de jovens, como consequência directa da alteração de modos e estilos de vida. Esta é a idade determinante para cimentar comportamentos e hábitos saudáveis.

 

A Organização Mundial de saúde define obesidade como uma doença em que o excesso de gordura acumulada pode atingir graus capazes de afectar a saúde. É considerada uma doença crónica com génese multifactorial, que requer esforços continuados para ser controlada. A interacção de factores genéticos, biológicos, familiares, culturais, económicos, entre outros, está relacionada com o aparecimento da obesidade. Por outro lado, os comportamentos pouco saudáveis adoptados pelos adolescentes, como os hábitos alimentares e o sedentarismo, contribuem de forma determinante para o seu aparecimento.

 

Daí o excesso de peso na adolescência ser um forte indicador de obesidade na vida adulta, o que constitui uma ameaça para saúde e um importante factor de risco para o desenvolvimento e agravamento de outras doenças, como a diabetes ou as de foro cardiovascular, para além de aumentar o risco de morte prematura.

 

Os adolescentes obesos têm uma imagem de si próprios pobre, tornam-se progressivamente mais sedentários, acabando por se isolarem, uma vez que a aparência corporal pode determinar a pertença ou não a determinado grupo de pares. Estes adolescentes apresentam igualmente baixos níveis de auto estima, o que está associado a níveis mais elevados de tristeza, de solidão e a uma maior probabilidade de iniciar comportamentos de risco, tais como o consumo de tabaco e/ou álcool.

 

O crescente aumento de peso dos adolescentes pode ser justificado pelas inúmeras horas que os adolescentes passam, por prazer ou por necessidade, em frente de uma televisão, a um computador, ou a jogar videojogos, que, por sua vez levam ao decréscimo de actividade física. Neste sentido, o estilo de vida sedentário, bem como a diminuição de ingestão de alimentos saudáveis, com a consequente adesão ao consumo de fast-food, por falta de tempos ou simplesmente por falta de atenção e tempo por parte dos pais, parecem estar associados ao risco de obesidade. 

 

Segundo o Programa Nacional de Combate à Obesidade, as intervenções neste âmbito devem ser multidisciplinares e fazerem-se a nível individual, na mudança de comportamentos, nas instituições e na comunidade, num contexto de suporte, não estigmatizante, que tenha em consideração as influências sociais, culturais, económicas e ambientais.

 

 

A nível individual, as intervenções devem modificar os comportamentos e ajudar os adolescentes a combater a obesidade, sem existir necessidade de recorrer a outros tipos de tratamento, como a cirurgia. Os adolescentes devem aumentar a actividade física, ao mesmo tempo que devem reduzir o consumo de calorias e iniciar um regime alimentar equilibrado.

A ajuda psicológica pode revelar-se essencial para os adolescentes enfrentarem os seus problemas, ao melhorar a sua auto-estima, promover o autocontrolo, bem como alterar os hábitos alimentares.

 

É igualmente importante incrementar a acessibilidade aos cuidados antecipatórios como factor de promoção da saúde e prevenção da doença. O combate à obesidade e ao exercício e ao excesso de peso passa pela educação, pela própria indústria alimentar e pelos meios de comunicação social. A adopção de medidas de carácter informativo e educativo, a diminuição de publicidade a alimentos considerados não saudáveis, assim como a promoção de programas alimentares equilibrados nas escolas são essenciais para a diminuição do número de crianças e adolescentes obesos.

Ana Borges & Dina Manso – Psicólogas Clínicas

 

 

publicado por EspacoSaude às 19:45


 

Apostar numa alimentação equilibrada e na prática do desporto, ou de uma actividade física, pode ser o melhor caminho para promover a saúde e afastar o fantasma da obesidade.

 

 

Falar de actividade física e alimentação remete-nos inevitavelmente para a temática da saúde e para um problema que atinge índices alarmantes no mundo ocidental – a obesidade. Na Europa, mais de metade da população adulta tem excesso de peso e mais de 30 por cento é clinicamente obesa. Nalgumas regiões, cerca de uma em cada quatro crianças são obesas. No nosso país, em 2002, 14,8 por cento dos adolescentes tinham excesso de peso (3,1 por cento eram obesos), sendo que a maioria vão torna-se adultos obesos. De facto, as doenças cardiovasculares, o cancro, a diabetes e a obesidade nos adultos têm origem no comportamento e estilos de vida assumidos durante a adolescência.

 

A Actividade Física e a Alimentação são duas faces da mesma moeda

 

Representam os dois lados da “balança energética” do organismo: a regulação entre a energia consumida através dos alimentos e a energia dispendida nas funções biológicas, no crescimento e na actividade física diária. Ora, se o consumo de energia excede o gasto, surge o risco de obesidade e, se o gasto excede o consumo, podem surgir doenças como a anorexia.

 

As causas para este desequilíbrio residem na interacção entre factores genéticos, biológicos, psicológicos, socioculturais e ambientais. Mas são os factores ambientais, o estilo de vida e o ambiente cultural que assumem maior impacto, sendo precisamente a alimentação e a prática de actividade física os factores que mais influem na obesidade. Este risco de saúde advém de uma alimentação hipercalórica (rica em gorduras e açucares), sustentada pela fast-food típica tão acessível e barata, mas igualmente do decréscimo da actividade física, consequência da evolução tecnológica que alterou os hábitos dos jovens, como o andar a pé ou de bicicleta (substituído pelos transportes a motor), o lazer sedentário, como a televisão e os jogos de computador, a menor prática desportiva, e até a diminuição da liberdade de jogar à bola no parque, resultado da falta de espaços e de segurança tão características das grandes cidades.

 

 

Se pensarmos que serão precisas uma a duas horas de actividade física extremamente vigorosa para contra – balançar uma refeição de uma criança num restaurante de fast food (i.e., cerca de 785 Kcal), compreende-se bem a dimensão deste problema.

As consequências mais comuns da obesidade em crianças e adolescentes são psicossociais. Muito cedo somos socializados com a importância da aparência. O jovem obeso sente-se insatisfeito com ele próprio e receia ser alvo de chacota, não participando nas actividades. Sofrendo de discriminação precoce e sistemática, isola-se para evitar humilhações, perdendo oportunidades de socialização. Apresenta baixa auto-estima e depressões, e a ingestão excessiva de alimentos é um “escape” para os problemas.

 

A actividade física regular é um excelente antídoto, promovendo a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida. Representa qualquer movimento diário do corpo, desde o subir e descer escadas, ao trabalho, à recreação, ao exercício e ao desporto, tudo o que aumente o gasto de energia. Sendo um factor protector da saúde dos adolescentes, traz benefícios físicos, psicológicos e sociais, como o alívio da tensão muscular e do stress, a redução da dor e a libertação de endorfinas, a percepção da eficácia pessoal, a diminuição da ansiedade e a promoção da socialização.

 

Prevenir e promover a saúde dos jovens é fundamental e ambos os lados da balança energéticos devem ser considerados. Mas apesar das repetidas recomendações para a saúde, as dietas mantêm-se elevadas em gorduras e baixas em vegetais e fruta. Tratar um adolescente obeso não é tarefa fácil. Os resultados são decepcionantes, com taxas de abandono elevadas e frequentes recaídas. É urgente encontrar novas abordagens para combater a obesidade e o poderoso marketing da fast-food e do lazer sedentário. Há que incentivar a mudança comportamental, para a adopção dos novos padrões de alimentação, e actividades sãs, generalizando-se os estilos de vida saudáveis e activos. A intervenção psicológica comportamental é uma ferramenta essencial. Os programas multidisciplinares, aliando psicológicos, médicos, nutricionistas e especialistas em exercício, têm sido bem sucedido. O contrato terapêutico com regras e metas graduais a atingir, o registo diário de autocontrolo do comportamento alimentar e da actividade física, o apoio familiar e/ou de amigos (companhia para o exercício, selecção de alimentos saudáveis e reforço positivo) são estratégias da psicologia. Há que estimular o adolescente a promover a sua autonomia (nas decisões face à comida), cuidar da sua imagem e auto-estima, ajudando-o a adquirir respostas alternativas ao stress que não sejam “comer”( relaxamento, andar a pé, exercício).

 

A obesidade é, sem sombra de dúvida, um problema de saúde pública em larga escala, e para o combater é essencial que todos se envolvam, a comunidade, a escola, todos os ministérios governativos e o sector privado, com medidas que alterem o ambiente “tóxico” e obesogénico dos “snacks, playstations e game boys”.

 

Bons exemplos são as campanhas de sensibilização, parques recreativos nos bairros que estimulem o lazer activo, zonas pedestres nas cidades, programas dirigidos à população emigrante tão vulnerável à fast-food disponível e barata, a inclusão da actividade física nos programas de redução da obesidade. Há que fomentar ainda os programas de intervenção na escola, envolvendo todos, passando pela simples restrição de certos alimentos no bar até “correr” com as máquinas de snacks.

Susana Veloso – Psicóloga

 

publicado por EspacoSaude às 19:42


São múltiplas as causas que levam alguém a prescindir de se alimentar ou a comer compulsivamente. Por vezes o mais difícil é detectar os sintomas e levar a pessoa a aceitar que está doente e que precisa de ajuda.

 

 

As perturbações alimentares mais comuns são a Anorexia Nervosa e a Bulimia Nervosa. Ambas são caracterizadas pela preocupação obsessiva em aumentar de peso ou em engordar, acompanhada por uma distorção da imagem corporal.

Estas pacientes, na sua grande maioria mulheres, experimentam uma incapacidade de controlar apropriadamente a ingestão de alimentos, de forma a manter um peso saudável; a sua auto-estima e as flutuações de auto-avaliação dependem da forma corporal ou peso percebidos.

Pelo menos 90% dos pacientes de Bulimia e Anorexia são do sexo feminino. Estas perturbações podem persistir vários anos, têm tendência para a cronicidade ou recorrência.

 

No caso da Bulimia Nervosa a prevalência é de 2-4% entre as mulheres. Geralmente começa no final da adolescência ou início da idade adulta.

Na Anorexia Nervosa a prevalência é de 1% entre as mulheres. De um modo geral tem início entre os 13 e os 18 anos de idade.

 

Causas

 

O apuramento das causas da Anorexia e da Bulimia Nervosas é um aspecto complexo e não são claras quais as suas causas. Propõe-se um modelo de interacção da múltipla causas que resultam na perturbação, nomeadamente factores individuais, psicológicos, familiares, socioculturais e neuroquímicos, assim como fobia do peso/obesidade – padrão social, lesão no hipotálamo, disfunções dos neurotransmissores, perturbações do humor ou da ansiedade, dificuldades familiares, escolares ou profissionais e problemas conjugais.

Semelhanças entre Anorexia e Bulimia

- Preocupação com a dieta, comida, peso e forma do corpo

- Mudanças aparentes de hábitos, humor e forma de ser

- Comportamento hiperactivo, irrequieto, incapacidade de relaxar, dificuldade de concentração, padrões de sono perturbados.

- Queixas de cansaço, dores de cabeça. Fraqueza muscular

- Constante necessidade de aprovação

- Problemas com relações interpessoais, sentimento de que os outros não os compreendem e estão contra eles.

 

Diferenças entre Anorexia e Bulimia

 

- As pacientes com anorexia negam perturbação no seu comportamento alimentar enquanto as pacientes com bulimia reconhecem que o seu comportamento alimentar não é normal

- As pacientes com anorexia apresentam tendência para ser introvertidas e as pacientes com bulimia tendem a ser extrovertidas.

- As pacientes com anorexia têm uma distorção da imagem corporal, enquanto as pacientes com bulimia expressam uma insatisfação com o peso e forma do corpo.

- As pacientes com anorexia têm a preocupação de perder cada vez mais peso, enquanto as pacientes com bulimia pretendem ter um peso ideal, se não, realista.

 

Anorexia Nervosa (adaptado DSM IV TR)

 

- Recusa em manter um peso corporal igual ou superior ao normal para a sua idade e altura

- Medo intenso de ganhar peso ou de engordar, mesmo sendo o peso actual insuficiente.

- A perda de peso pode ser conseguida através de dietas, jejuns ou prática de exercício físico excessivo. Por outro lado, a anorexia nervosa pode ser do tipo purgativos (vómitos, uso excessivo de laxantes e diuréticos), regularmente após a ingestão de pequenas ou grandes quantidades de alimentos (pelo menos uma vez por semana).

- Perturbação na apreciação do peso e da forma corporal

- Nas jovens após menarca, ausência de pelo menos três ciclos menstruais consecutivos.

A Anorexia é caracterizada pela intensa perda de peso, geralmente através da redução cada vez menor de ingestão alimentar e excluindo da alimentação alimentos considerados excessivamente calóricos.

O paciente com anorexia tem tendência a negar a sua perturbação alimentar, tem medo intenso de ganhar peso e, de um modo geral, este medo não diminuiu com a perda de peso. Apresenta comportamentos regulares de controlar a forma e o peso do corpo, nomeadamente, através de pesagens e medição excessivas do corpo.

A sua auto-estima depende da forma e do peso do corpo, e a perda de peso do corpo é avaliada como um sucesso e um autocontrolo extraordinários. Estes pacientes apresentam comportamentos desajustados em relação à comida, nomeadamente, comem excessivamente devagar, cortam os alimentos em ínfimas partes e acabam por comer muito pouco, escondem comida (por exemplo na roupa ou em armários). O pensamento de um paciente com anorexia é dicotómico, ou seja: tudo ou nada; concluem que cada caloria ingerida leva ao “estatuto de gordo”.

 

Bulimia Nervosa (adaptado DSM IV TR)

 

- Episódios recorrentes de ingestão alimentar compulsiva: Comer num período curto de tempo (até duas horas) uma grande quantidade de alimento; Sensação de perda de controlo sobre o acto de comer durante esses episódios

- Comportamentos inadequados de compensação, relativamente a esses episódios de ingestão exagerada (comportamentos compensatórios purgativos: vómitos, tomar laxantes, diuréticos, ou ter comportamentos compensatórios não purgativos: fazer jejum, exercício físico exagerado)

- Episódios compulsivos e comportamentos compensatórios ocorrem pelo menos duas vezes por semana e em três meses seguidos

- A avaliação que faz de si própria é excessivamente influenciada pelo peso e forma do corpo

- A perturbação não ocorre apenas durante os episódios de anorexia

O tipo de alimento consumido durante o episódio de ingestão compulsiva pode variar mas tipicamente inclui doces e alimentos de alto teor calórico.

D e um modo geral, os pacientes com bulimia sentem vergonha da sua perturbação alimentar e tentam esconder os sintomas. As ingestões compulsivas tendem a ocorrer em segredo ou dissimuladas.

O episódio pode ser ou não planeado com antecedência. É um acto compulsivo acompanhado por uma perda de controlo, dificuldade em resistir a comer em excesso ou dificuldade em cessar um episódio já iniciado. Pode ser desencadeado por factores interpessoais e ambientais geradores de stress, por humor disfórico (humor desagradável, como tristeza, ansiedade ou irritabilidade), fome provocada por restrição alimentar (dietas). Após os episódios, o humor disfórico pode estabilizar, mas tende a dar lugar ao sentimento de culpa e humor deprimido.

Como resultado, o paciente tende a apresentar comportamentos compensatórios, como o vómito induzido. Deste modo, além de aliviar o desconforto físico, diminui o medo de ganhar peso. Os pacientes podem, também, jejuar por um dia ou mais, ou praticar exercício físico em excesso.

 

 

 

Consequências e complicações mais comuns nas perturbações alimentares

 

- Dores musculares

- Inflamação na garganta

- Cáries dentárias

- Desidratação e desnutrição

- Desequilíbrio electrolítico

- Fraqueza, desmaios

- Vómitos com sangue

- Ausência ou menstruação irregular

- Complicações renais, hormonais, gástricas e até paragem cardíaca

- Sintomas de ansiedade ou mesmo perturbações de ansiedade

- Sintomas depressivos ou mesmo perturbação do humor

- Suicídio ou tentativa de suicídio. Automutilação

- Abuso ou dependência de substâncias (especialmente estimulantes e álcool)

- Dificuldades nas relações interpessoais, ou mesmo isolamento social

- A médio prazo diminuição do rendimento escolar/profissional

 

publicado por EspacoSaude às 19:38


 Actualmente falar de violência escolar é também falar de bullying. O termo bullying engloba toda a violência não física, todo o tipo de agressão e condutas verbais, desde o simples insultos, a fazer piadas e gozar com a criança, o uso de alcunhas cruéis, ridicularizar, etc.

 

Bullying é uma forma de pressão social que deixa, por vezes, traumas muito importantes na vida dos alunos que são sujeitos diariamente a este tipo de maus tratos.

A escola é um dos contextos em que o bullying mais se faz sentir, uma vez se encontram num mesmo espaço um número elevado de crianças e que se torna difícil para os adultos vigiarem todos os comportamentos atempadamente.

 

 

 

O bullying ocorre como qualquer outra forma de assédio ou maltrato. É perpetrado, habitualmente, por crianças que têm, por qualquer motivo, mais força ou poder do que a vítima, o agressor acusa a vítima de ser responsável pelo abuso e maltrato que foi sujeito. A vítima muitas vezes sente-se verdadeiramente responsável pelo que aconteceu, a culpa é dela, por ser feia, gorda, fraca, etc.

 

O agressor exerce uma enorme pressão, incutindo medo e ameaçando retaliar para que a vítima se mantenha em silêncio.

O agressor vê a violência como uma forma de alcançar poder. A auto estima é a primeira a sofrer danos e, por vezes, em situações muito graves, irremediáveis.

Sabe-se que muitos dos comportamentos de risco dos adolescentes - absentismo escolar, uso de álcool e drogas, actos suicidários e comportamentos delinquentes, estão relacionados directa ou indirectamente com o facto de serem ou terem sido sujeitos a violência e/ou bullying.

O bullying implica mais tratos continuados e repetidos não deve ser confundido com a agressividade normal na infância e na adolescência e, obviamente implícita nas diferentes brincadeiras.

 

 

Identificar os comportamentos do bullying

Bullying físico – bater, agredir, dar pontapés, empurrar, dar encontrões e puxões.

Bullying verbal – ameaçar, arreliar, iniciar, rumores e fazer comentários agressivos.

Exclusão de Actividades – exclusão directa de certa criança para as actividades em que todos participam menos a criança excluída.

O que não se deve fazer – incentivar a criança a ser assertiva, a desvolarizar o que aconteceu, a ser indiferente às agressões e incentivá-la a fazer de conta que não se incomoda com as agressões. Isoladas, estas atitudes podem levá-la a sentir-se um fracasso.

O que se deve fazer - estar atento e intervir no sentido de fazer parar o comportamento da criança que atormente o seu filho.

Tânia Paias e Ana Almeida – Psicólogas Clínicas

 

 

publicado por EspacoSaude às 19:36


Desde sempre a criança foi vítima de maus tratos, e continua a sê-lo nos dias de hoje, mesmo com os direitos das crianças reconhecidos.

 

O mau trato pode assumir diferentes formas, desde o mau trato físico (actos intencionais que provocam danos físicos, mais ou menos visíveis), o mau trato psicológico (forma menos explícita e, frequentemente, acompanhado de outras formas de abuso), a negligência (privação continuada de necessidades, mas com características diferentes da pobreza), a rejeição (negação do vínculo afectivo), o abandono, a exploração pelo trabalho, a prostituição infantil e os abusos sexuais.

O abuso sexual de crianças implica todos os actos sexuais de relevo com menores de 14 anos, onde se verifica imaturidade desenvolvimental e incapacidade de consentimento por parte do menor.

 

 

O abuso sexual pode também ser cometido por uma pessoa menor de 18 anos, quando esta é significamente maior que a criança (vítima), ou quando o agressor está numa posição de poder sobre o menor.

O abuso sexual de menores pode compreender a participação do menor em actividades de exibicionismo, fotografia ou filmes pornográficos, em comportamentos de masturbação, contacto oral/genital (penetração ou tentativa), ou em práticas aberrantes.

 

Geralmente, os agressores procuram a colaboração e a manutenção do segredo, sobretudo por meio de ameaça e de subornos.

À medida que a idade da criança aumenta, a violência também tende a aumentar sendo que a falta de violência, ou de lesão física, não implica necessariamente o consentimento por parte da vítima. Sabe-se, ainda, que o abuso sexual de menores pode acontecer dentro ou fora da família. Quando ocorre dentro da família, designa-se por incesto e corresponde a qualquer acto sexual exploratório entre familiares, independentemente o grau de parentesco.

 

Distingue-se dois tipos de abuso sexual: a violação e a pedofilia.

A violação ocorre quando uma pessoa força a criança a submeter-se a uma actividade sexual e o motivo costuma ser a satisfação do desejo sexual. Já a pedofiliava é definida como um distúrbio de conduta sexual, onde o indivíduo adulto sente um desejo compulsivo por crianças.

Esse desejo pode ser de carácter homossexual (quando envolve crianças do sexo masculino), ou heterossexual (quando envolve crianças do sexo feminino). O tipo de actividades pedófilas vai desde o exibicionismo em locais públicos até à actividade homossexual ou heterossexual, que pode abranger actos como o simples tocar até À violentação agressiva.

A creche, a escola e os serviços de saúde poderão ser locais onde se podem detectar as situações de abusos mais facilmente.

É importante que a comunidade esteja informada e formada para identificar e agir perante situações de abuso.

 

Algumas crianças poderão manifestar sintomas típicos da desordem de stress pós-traumático (DSPT), sendo que os sintomas mais frequentes são uma intensa activação fisiológica, a reexperiência do trauma sob a forma de flashback, a existência de pesadelos e evitamento de certos comportamentos locais ou pensamentos associados ao abuso. O próprio comportamento da criança na escola sofre alterações, nomeadamente, a dificuldade de fazer amigos, a incapacidade em se concentrar na aprendizagem, um visível decréscimo no rendimento escolar, a falta de vontade em participar em actividades físicas, receio de fazer exames médicos na escola e fugas regulares.

 

As crianças mais velhas exibem comportamentos pouco comuns, desde ataques histéricos, fugas da escola e de casa, manifestações de comportamentos anti sociais ou delinquentes. Por vezes, ocorrem tentativas de suicídio, automutilação, dependência de álcool e/ou drogas, podendo haver comportamentos de promiscuidade e envolvimento na prostituição. Os abusos tendem a acontecer entre os 4 e os 12 anos, e é na adolescência que tendem a desaparecer. O menor apresenta maior resistência à denúncia, o seu desenvolvimento cognitivo, bem como uma maior quantidade de informação sobre a sexualidade, o medo de engravidar ou a emergência de sintomas põem um fim à situação abusiva.

 

As sequelas psicológicas do abuso sexual de longa duração incluem problemas afectivos (ansiedade, depressão, isolamento social), de personalidade (baixo auto-estima, problemas de sono, stress pós traumático), familiares (relações familiares conflituosas, desconfianças, fugas de casa), escolares (dificuldades de aprendizagem, insucesso escolar), sexuais (promiscuidade, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez não desejada) e também comportamentos anti sociais (agressividade, toxicodependências, e

possibilidade das vítimas se tornarem elas próprias em potenciais agressores sexuais).

Ana Galamba – Psicóloga Criminal

 

publicado por EspacoSaude às 19:34


De um modo geral pode-se dizer que a violência engloba comportamentos de agressão, abuso e destruição sobre pessoas, ou ainda sobre animais ou propriedade.

A OMS (Organização Mundial de Saúde), no relatório mundial sobre violência e saúde de 2002, refere que a violência se traduz no uso intencional de força física ou poder, real ou sob a forma de ameaça, contra o próprio, outra pessoa ou ainda contra um grupo ou comunidade, e que desta pode resultar, ou ter uma elevada probabilidade de resultar, lesões, morte, danos psicológicos, problemas de desenvolvimento.

 

Tal como acontece com muitos outros comportamentos, a violência tem mais probabilidade de surgir em contextos onde os factores de risco se sobrepõem aos factores de protecção em diversos níveis. A nível individual encontram-se, entre outros, factores de riscos como a impulsividade, baixos níveis de autocontrolo, baixos níveis de competências sociais, a hiperactividade, crenças favoráveis à violência, fracas estratégias de resolução de problemas, dificuldade em se colocar na posição do outro, erros na interpretação e processamento de informação social, baixo rendimento académico.

 

A nível familiar encontram-se factores como a fraca supervisão, estratégias parentais autoritários ou inconsistentemente, conflitos familiares, fraca coesão familiar, baixo estatuto socioeconómico.

 

 

 

A nível social são apontados factores como as desigualdades sociais, a desorganização social, a discriminação, o racismo, o tráfico e o consumo de drogas, a pertença a grupos marginais, entre outros.

 

De um modo geral este tipo de comportamento segue um percurso desenvolvimental, que se inicia com comportamentos menos graves, como, por exemplo, a provocação e a perturbação a outras pessoas, também denominadas de agressões menores, seguindo-se comportamentos como as lutas físicas e, por fim, comportamentos mais graves, como exemplo, ataque a pessoas e violações.

 

Mas, ao longo deste percurso, geralmente associam-se outros comportamentos problema, como, por exemplo, o consumo de álcool e drogas ilícitas, e a delinquência, que por sua vez potenciam o envolvimento em situações de violência.

 

Muitos jovens que apresentam este tipo de comportamentos referem estar frequentemente nervosos, irritados, como mau humor e deprimidos, ter problemas na relação com os pais e com os colegas, não se sentir bem na escola. Por vezes estas relações conturbadas e as experiências negativas acumuladas conduzem a uma excessiva sensibilidade à rejeição e esta, por sua vez, à violência.

Celeste Simões - Docente

 

publicado por EspacoSaude às 19:33


 

Uma criança maltratada não pede ajuda directamente, o que torna necessário uma acção base em sinais indirectos e uma maior consciência civil do fenómeno.

Hoje, há uma maior consciência dos direitos da criança, numa sociedade com o desejado crescimento demográfico, que olha os seus filhos como sujeitos a tutelar sempre melhor, leva a organizar medidas de protecção que intervenham preventivamente de forma mais eficaz.

 

 

Primeiramente, para compreender a natureza do dano demonstrado pela criança, é necessário pensar nos maus tratos na família como um evento que deforma a relação de dependência da criança em relação aos pais (Cirillo, 2005).

Para a criança é muito difícil entender por que os pais a maltratam. A criança é feita de forma biológica e psicológica, defende dos adultos com os quais vive e por isso considera que é bom estar perto destes.

 

A criança maltratada cresce, portanto, numa condição de confusão, porquê não pode “ler” correctamente aquilo que percebe: sente a dor, sente os maus tratos que a fazem sofrer, mas não sente a injustiça.

Uma criança vítima de maus tratos por parte de seus pais pode iniciar um pedido de ajuda quando se encontra numa colónia de férias ou em comunidade, uma criança abusada sexualmente pelo pai pede ajuda quando se torna adolescente e conhece um rapaz.

 

Portanto, o destino, ao qual vai de encontro uma criança sem qualquer protecção, que continua com um pai maltratante, é o de ter uma baixíssima auto-estima, uma vez, que não se sente digna de ser amada, pensa não ser boa e merece esse maltratamento.

Steffano Cirillo – Psicoterapeuta

 

publicado por EspacoSaude às 19:28


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